A primeira vez a gente nunca esquece

O Matt Damon foi o primeiro ator de Hollywood que entrevistei nos Estados Unidos, em fevereiro de 2011. E ainda lembro exatamente como foi aquele dia em NY – além dele, tinha na listinha Emily Blunt, Anthony Mackie, John Slattery e o diretor George Nolfi. O filme era Os Agentes do Destino e adoro rir de mim mesma quando me remeto àquele dia congelante. No Brasil, quando a gente grava uma entrevista ou mesmo faz ao vivo, se tem um produtor junto ele faz um sinal com a mão pra dizer pra continuar, temos mais tempo e tal… Tipo, roda o dedo em círculo. MAS, aqui isso significa que acabou o seu tempo!!! E eu não sabia disso! Hahahahahahaah ou seja, bela e formosa continuei falando, perguntando e blábáblá…..Até que o moço fez um sinal assim – de cortar o pescoço – ops…esse é universal!! Clarooo, que pedi mil desculpas e tive que dizer que aquela era minha primeira entrevista do tipo e – ROXA – aprendi mais alguma coisa na vida! Nesses seis anos já entrevistei ele quatro vezes, é sempre um fofo, querido, inteligente, atencioso e tudo de bom. É um daqueles gente como a gente, sabe? Com um salário um ‘pouquinho’ maior, mas está completamente fora do circuito I’m a celeb…E agora ele desbrava o mundo chinês, em A Grande Muralha.

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Keanu Reeves

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Keanu Reeves foi um dos meus sonhos de adolescente. Lembro de quando assisti ao Caçadores de Emoção, aquele filme cheio de ação que ele e Patrick Swayze – outro que eu também era apaixonada –  eram uma espécie de Robin Hood descolados. Adorava Velocidade Máxima (acho que hoje não gosto mais, melhor nem rever). Em Advogado do Diabo fiquei encantada, até hoje um dos meus filmes prediletos, com o sempre brilhante Al Pacino… e acabei de ver que faz 20 anos que foi lançado. E depois veio Matrix – que o consagrou para o todo e sempre! Pra mim uma das maiores representatividades do cinema dos nossos tempos! Enfim… tudo isso passou na minha cabeça quando tive a oportunidade de dividir alguns minutos da minha vida com Keanu – um nome que achava estranho, mas depois de morar no Havaí conheci alguns deles (brisa fresca, é o significado 🙂 (O pai dele era havaiano)

Nas pesquisas que fiz antes da entrevistas, descobri coisas fantásticas sobre ele que nem imaginava.

  • É conhecido em Hollywood pelo bom coração. Grande parte do que ganhou fazendo Matrix $$$ distribuiu para o pessoal que trabalhou com ele. Dos US$ 114 milhões que ganhou, doou US$80 milhões.
  • É um do grandes colaboradores de causas animais, ambientais,  de pesquisas sobre câncer, para o bem estar de crianças.
  • Tem história de vida super dolorida – o pai abandonou a família quando tinha três anos, perdeu o melhor amigo (River Phoenix) quando tinha 22 anos, a filhinha dele morreu antes de nascer, a namorada morreu meses depois em um acidente de carro, a irmã teve leucemia….
  • Ele é conhecido como the Nicest Guy in Hollywood ❤

A entrevista foi basicamente sobre o filme John Wick 2 . O primeiro foi uma super surpresa de bilheteria e crítica,  que virou uma produção cult e tudo leva a crer que terá mais capítulos. Keanu me contou que treinou Jiu Jitsu com os brasileiros da família Machado e que amou a experiência. Ele que se mostra todo ação nas telonas confessou que fora dela não é muito fã de artes marciais não…

Ah, e perguntei qual o segredo para estar ASSIM aos 52 anos…. “Boa genética”, disse ele que tem ancestrais chineses, polinésios, portugueses e ingleses. Sobre um próximo Matrix….teremos que esperar mais um pouco.

Por enquanto aqui vão algumas caretas exclusivas.

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E aqui a entrevista em inglês. Enjoy 🙂

Descoberta deliciosa

Deparei dia desses no supermercado com um daqueles estandes pra gente experimentar novos produtos: Bala de banana! Parei, claro! E não é que são iguaizinhas àquelas que comia na infância? Papo vai papo vem com o moço e ele nos conta que o dono é brasileiro e resolveu reproduzir aqui o sabor da infância! Deliciosas! E tem também cobertas com chocolate, tudo orgânico!!!! Tudo bem que a bala que a gente comprava na vendinha há algumas décadas era beeeeeeem mais barata….

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Entrevistas com Tom Cruise

Nesse vídeo eu conto um pouco sobre como foram as três entrevistas que fiz com o Tom Cruise, em breve, a íntegra das entrevistas. Aguarde 🙂

 

Que música clássica, que nada..

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O som que mais toca aqui em casa: MÁQUINA DE SECAR ROUPA!

Nessa vida de mãe que me acompanha, uma das grandes descobertas para a qual eu dedico o Oscar de Efeitos Especiais é esse aplicativo aqui: Sleep Baby Sleep!

Descobri ele nas primeiras semanas de vida do bebê Arthur e ele nos acompanha em vários momentos ‘especiais’. Você pode escolher o som que mais o agrada: secador de cabelo, máquina de secar, ventilador, torneira, aspirador de pó, ou aquele sonzinho que a gente ouve na ultrassonografia, que é o som de dentro da nossa barriga.

Art ama o som da máquina de secar roupa, então no primeiro sinal de choro ou nervosismo, hora de dar play!

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Esses sons (white noises) os confortam e eles se sentem novamente dentro da gente.

A magia e a realidade

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Se eu falasse pra Cleide adolescente que um dia ela teria alguns minutos com o Tom Cruise, Leo DiCaprio e Julia Roberts, provavelmente  ela riria da minha cara… Pois não é que aconteceu? Com esses três e com outros tantos. Até agora já foram mais de 300, talvez 400 entrevistas com ‘figuras’ que parecem inalcançáveis, como Robert De Niro, por exemplo, com quem já bati papo três vezes, hum…ou quatro? E a listinha, desculpe a modéstia, é de dar inveja…1

Alguns muito famosos, outros nem tanto. Uns lindos, outros não tanto quanto eu imaginava. Simpáticos… e não tanto. Enfim, reúno histórias e mais histórias desde 2011, que muitas vezes não cabem nas reportagens sempre com minutos – e segundos – contados. E quero relembrá-las para não se perderem ao vento…

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Nessa entrevista com a Julia Roberts, por exemplo, o quebra-gelo foi meu barrigão. Estava grávida de nove meses e alguns dias (ganhei meu bebê dois dias depois) e claro que a conversa foi para o lado de “ser mãe”. Ela que tem gêmeos até disse que se o trabalho de parto começasse durante a entrevista, me me ajudaria, já que tem experiência… Imagine se a Linda Mulher fosse minha parteira???? Enfim, ela não é tida como uma das mais simpáticas entre os jornalistas que cobrem Hollywood, mas comigo foi o máximo!!! Jamais esquecerei… O que o povo que trabalha nos bastidores diz é que ela é super tímida, por isso seria vista como antipática…

E o Tom Cruise? Viajei no avião particular dele…rsrsrsrsrsrsrs. Mas isso é assunto pra outro post.

Casos e causos da sétima arte…Volte nessa aba pra ver mais 🙂

O começo da jornada

Durante 40 anos da minha vida, isso mesmo que você leu, eu sempre repeti com certeza e entusiasmo que jamais teria filho. Não me sentia muito à vontade com a ideia, sei lá… Sempre achei que nasci pra ser filha e não pra ser chamada de mãe. Não sei ao certo explicar o que era. Talvez um medo. Insegurança. Falta de confiança em mim, será? Achei que iria pirar na primeira febre da criança… Egoísmo? Iria perder a minha liberdade de ir e vir, e eu sempre fui e voltei muito, teria que dividir o meu eu com mais alguém que dependeria de mim…

Tive conversas fervorosas com algumas amigas sobre o assunto. Sempre achei um saco aquele papo de que uma mulher só é completa se tiver um filho e continuo achando isso. Essa louca e intensa jornada não é pra todos, e sim, você pode se completar com outras milhões de coisas: profissão, amores, aventuras, animais de estimação, viagens…

Mas, um belo dia, não sei o que passou na minha cabeça, disse ao marido que pediu um filho, que toparia essa aventura. Se tivesse feito um intensivo de um dia com um recém-nascido, provavelmente teria desistido e colocado dois DIUs! Pois é uma loucura!!!!!! Desculpem, mas não posso dizer que a experiência de ser mãe, naquele início iníciozinho, é a melhor coisa do planeta. A gente não dorme, vira vaca leiteira zumbi, os hormônios resolvem fazer festa dentro da gente, tem que aprender a cada momento o que significa um choro, um coco mais duro, mais mole, uma cólica? Será? É dente, é dor de barriga? É o que? Cadê o manual? Pois é, talvez fosse possível descrevê-la como a pior e melhor coisa ao mesmo tempo, seria mais fiel….

Mas, ahhhhhh depois vem aquele sorrizinho na madrugada só pra você, você zera e esquece tudo.

Também sempre achei um saco aquelas mulheres, que depois de ter um filho, só falam nisso… A diferença é que agora eu as entendo :-)! Me tornei uma???? Será??? Hoje mandei videozinho do bebê para uma dezena de amigos 🙂 Nada como a gente se surpreender e contrariar a gente mesmo! Hoje me vejo como em outro estágio da vida, sinto falta daquela liberdade? Sim, muitas vezes. Mas aprendi a apreciar as mudanças que nos fazem crescer, desapegar e dar valor a outras coisas. Hoje quando dirijo sozinha para algum lugar, podendo ouvir rádio, parece que estou de férias!

São tantas coisinhas e ‘coisonas’ que merecem um livro, por isso um blog, uma aba… é aqui, no Vida de Mãe que vou falar dessa que sem dúvida alguma é a mais incrível experiência entre tantas outras. Um aprendizado diário que nos leva ao mais puro sentimento de nos sentir no colo da nossa própria mãe… ahhhh nessas noitadas viradas entre mamadas e mais mamadas, choros dele, choros meus, soluços nossos, o meu pensamento voa e muitas vezes queria ser aquele bebê, tomando o leite quentinho da minha mãe… Será que dei tanto trabalho assim? E olha que o Arthur sorri o tempo todo… 

Em breve, cenas dos próximos capítulos…se o Arthur dormir bastante!

O primeiro brinde!

Por aqui a vida é assim, começa com poção mágica orgânica! #FicaADica

Cada dia faço uma experiência diferente, essa acima teve espinafre, rúcula, aipo, morango, maracujá, gengibre, cenoura, chia, linhaça e pólen de abelha.

Saúde! Cheers! Prosit!

Receitinhas e descobertas do universo orgânico aparecerão por aqui! Porque os EUA podem ser o país da junk food, mas também é o paraíso do mundo orgânico, acredite!

Ser imigrante …

Semana de nostalgia! Uma revisada nas fotos e a gente revive momentos tão especiais. Há OITO ANOS, eu embarcava (junto com a Pink) para uma aventura que achava que iria durar 1, 2 ou talvez 3 anos.

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Da ilha de Santa Catarina para a ilha de Manhattan, o Eduardo já me esperava por lá para comemorarmos o Valentine’s Day. O coração estava tão apertado, a família ficava, os amigos também. Era o recomeço, teria que explorar um lugar desconhecido, uma língua que não era a minha e fazer amigos e fontes partindo do zero. Foram muitos dias solitários, repensando, chorando de saudades… Sempre digo que os primeiros seis meses fora são doloridos demais, a cada dia a saudade aperta mais, tudo é novo e complicado, a rotina faz muita falta, acreditem! Pois bem, em NY realmente foram quase três anos, e uma quantidade de amigos pra vida que não acabam mais. Depois veio o Havaí, mais quatro anos e uma paixão desenfreada por um pedacinho de terra tão distante e lindo, com amigos encantadores, que também deixamos por lá para viver o California Dreaming…. E assim se passaram oito anos!!! Cheguei com todo aquele “Obama Hope” feeling…. No primeiro dia em terras estrangeiras fizemos questão de ir para Ellis Island, local que foi porta de entrada para 12 milhões de imigrantes entre 1892 e 1954.

Queria ter a mesma sensação daquelas pessoas que cruzaram mares em busca de sonhos, oportunidades e sobrevivência, em uma época tão diferente. Nesses oito anos aprendi a ser imigrante e sentir cada história de quem deixa o seu país na própria pele. A gente aprende a viver com saudades, a sair da zona de conforto (diariamente), sobrevive com abraços e beijos virtuais, os valores mudam completamente, os amigos que estão perto viram família… A palavra imigrante também começa a ter um tanto de um sentimento heróico, porque se pra gente que muda com todo o conforto e condições já é assim dolorido, imagine para quem tem que deixar/fugir de seu país por N motivos e nunca mais voltar… E a gente aprende também que não importa quanto tempo mora em um lugar que não é originalmente seu, sempre será imigrante…. E cada vez que penso nisso me transporto para a realidade dos bisavós… e para o peso que a palavra imigrante tem ganhado nos últimos tempos…