O começo da jornada

Durante 40 anos da minha vida, isso mesmo que você leu, eu sempre repeti com certeza e entusiasmo que jamais teria filho. Não me sentia muito à vontade com a ideia, sei lá… Sempre achei que nasci pra ser filha e não pra ser chamada de mãe. Não sei ao certo explicar o que era. Talvez um medo. Insegurança. Falta de confiança em mim, será? Achei que iria pirar na primeira febre da criança… Egoísmo? Iria perder a minha liberdade de ir e vir, e eu sempre fui e voltei muito, teria que dividir o meu eu com mais alguém que dependeria de mim…

Tive conversas fervorosas com algumas amigas sobre o assunto. Sempre achei um saco aquele papo de que uma mulher só é completa se tiver um filho e continuo achando isso. Essa louca e intensa jornada não é pra todos, e sim, você pode se completar com outras milhões de coisas: profissão, amores, aventuras, animais de estimação, viagens…

Mas, um belo dia, não sei o que passou na minha cabeça, disse ao marido que pediu um filho, que toparia essa aventura. Se tivesse feito um intensivo de um dia com um recém-nascido, provavelmente teria desistido e colocado dois DIUs! Pois é uma loucura!!!!!! Desculpem, mas não posso dizer que a experiência de ser mãe, naquele início iníciozinho, é a melhor coisa do planeta. A gente não dorme, vira vaca leiteira zumbi, os hormônios resolvem fazer festa dentro da gente, tem que aprender a cada momento o que significa um choro, um coco mais duro, mais mole, uma cólica? Será? É dente, é dor de barriga? É o que? Cadê o manual? Pois é, talvez fosse possível descrevê-la como a pior e melhor coisa ao mesmo tempo, seria mais fiel….

Mas, ahhhhhh depois vem aquele sorrizinho na madrugada só pra você, você zera e esquece tudo.

Também sempre achei um saco aquelas mulheres, que depois de ter um filho, só falam nisso… A diferença é que agora eu as entendo :-)! Me tornei uma???? Será??? Hoje mandei videozinho do bebê para uma dezena de amigos 🙂 Nada como a gente se surpreender e contrariar a gente mesmo! Hoje me vejo como em outro estágio da vida, sinto falta daquela liberdade? Sim, muitas vezes. Mas aprendi a apreciar as mudanças que nos fazem crescer, desapegar e dar valor a outras coisas. Hoje quando dirijo sozinha para algum lugar, podendo ouvir rádio, parece que estou de férias!

São tantas coisinhas e ‘coisonas’ que merecem um livro, por isso um blog, uma aba… é aqui, no Vida de Mãe que vou falar dessa que sem dúvida alguma é a mais incrível experiência entre tantas outras. Um aprendizado diário que nos leva ao mais puro sentimento de nos sentir no colo da nossa própria mãe… ahhhh nessas noitadas viradas entre mamadas e mais mamadas, choros dele, choros meus, soluços nossos, o meu pensamento voa e muitas vezes queria ser aquele bebê, tomando o leite quentinho da minha mãe… Será que dei tanto trabalho assim? E olha que o Arthur sorri o tempo todo… 

Em breve, cenas dos próximos capítulos…se o Arthur dormir bastante!

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