Para o dia nascer feliz – sucos multicoloridos

Faz uns quatro cinco anos que me apaixonei pelos sucos-verdes – que na verdade são um verdadeiro arco-íris. Morava no Havaí e entrei em uma onda natureba inspirada pelas paisagens e boa vida que me rodeavam. No início fazia no liquidificador mesmo e depois acabei comprando um Nutribullet porque achei que facilitaria a vida e isso realmente aconteceu. Me apaixonei pelo bichinho e dei vários de presente para os amigos e família pra ver se iniciava uma onda verde pelo mundo…

Minha gravidez foi regada – diariamente – por sucos de todas as tonalidades. Foi a fase mais saudável da vida o que me rendeu 9 meses de qualidade de via incrível sem nenhum pé inchado – em breve escrevo sobre isso. E depois, confesso, que um bebê e cinco milhões de coisas ao mesmo tempo me deixaram meio ‘relapsa’ e o diariamente não foi mais seguido ao pé da letra. Mas, agora estou de volta (espero) na busca pelo melhor elixir, pela dose de energia vinda de um copo que mais parece uma salada batida. E vou falar aqui das minhas receitas:

Regra número 1 – não tenho receitas prontas, cada dia invento um sabor novo no meu caldeirão de bruxa :-). Mas, tenho as dicas:

  • tento sempre comprar tudo orgânico – verdes, frutas, ervas, …
  • compro pacotes de frutas (gigantescos de quase 2 quilos – esses aí de cima) congelados e os verdes acabo congelando pra durar mais. O segredo do sucesso é ter sempre tudo em casa em grande variedade.
  • quando tenho frutas e verduras frescas também uso, claro
  • As ervas: hortelã, manjericão (também congelo)
  • Gosto de colocar também amendoim, nozes, avelã e outros nuts parentes deles – ou mesmo pasta de amendoim e de avelã
  • Outros ingredientes: cúrcuma (açafrão), chia (sempre hidrato antes e deixo pronto na geladeira por uns 5 dias), linhaça, pimenta caiena e gengibre em pó.
  • AMO pólen de abelha – o melhor é comprar de produtores locais, pois assim quem tem alergia ao polén, se beneficia criando anticorpos.

Na hora de fazer o suco, brinco de vale tudo (ou de bruxa no caldeirão) e de seguir a intuição do dia e da vida. Acho que tenho um talento pra combinações rsrsrsrs e gosto te todas. Alguns amigos não conseguiram tomar o copo inteiro algumas vezes, o marido se sente obrigado e quando pergunto como está, muitas vezes, a resposta é “saudável”. (Não delicioso).

– Sempre coloco no fundo do copo do Nutri muitas folhas verdes, compro uma pacote que já vem todas misturadas (espinafre, rúcula, couve, agrião…).

Depois coloco as frutas: gosto de misturar pelo menos 3 frutas – confesso que as minha preferidas são as vermelhas; blueberry, blackberry, morango, cereja, romã e amoras. Adoro misturá-las com manga, porque além do gosto dá uma textura boa). Mas realmente depende das frutas que tenho em casa. Uma cítrica, pelo menos, dá um toque especial.

  • Cenoura, beterraba e gengibre são sempre bem-vindos nos meus sucos.

No final vão os acessórios, como chamo: linhaça, chia, amêndoas, manjericão, hortelã, canela, pólen, semente de abóbora, de girassol … e o que mais achar que combina.

  • Eu nunca coloco banana, não gosto porque acho que rouba o gosto do resto e fica só com gosto de banana, mas o marido quando acha saudável demais (leia-se ruim) coloca uma banana e bate.

ADITIVOS – Gosto de adicionar vez ou outra Whey Protein, Kombucha, Kefir e outros aditivos – em breve falo mais sobre isso.

E saúde! Você tem alguma dica pra compartilhas sobre suco-verdes? Conta aí!

 

 

 

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Interview Sofia Boutella

Tem vídeo novo no canal, entrevista em inglês com Sofia Boutella, atriz que faz a própria múmia na nova versão do clássico de horror.

Assista aqui:

A Venice de LA

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Ok, a Veneza italiana é tudo de mais lindo, encantador, cheio de história e charme, indiscutível. Mas a Veneza angelina é (TAMBËM) sem igual! É um trechinho do litoral de Los Angeles (espremido entre as elites de Santa Mônica e Marina Del Rey) tão particular, cheio de personalidade e diversidade que acho que valeria um estudo antropológico. É a reunião de várias tribos: dos artistas (de Hollywood e contracultura), ricos e famosos, skatistas, surfistas, marombeiros, alternativos, tecnológicos, sem-teto, patricinhas e mauricinhos, e tudo mais que possa caber em poucas milhas! Acho que é um dos espaços mais democráticos que já conheci… Só não é mais porque os aluguéis hoje são beeeem caros!

Tem a parte dos canais!!! Linda, com casas incríveis! Foi construída em 1905 pelo empresário, sonhador e apaixonado pela Itália Abbot Kinney – que dá nome a rua mais badalada de Venice Beach.

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A beira da praia mistura mais casas milionárias, lojinhas, hippies, restaurantes, coqueiros, surfistas, pistas de skate e coqueiros.

 Ainda grávida, batendo perna na beira mar em Venice

Mas Venice também é reduto de empresas de tecnologia, que apareceram nos últimos anos (Google e Snapchat entre muitas), os médicos com suas farmácias verdes (que chegaram antes da liberação da maconha), a Muscle Beach, onde Arnold Schwarzenegger puxava ferro antes da fama, a Abbot Kinney Boulevard com suas lojinhas, galerias de arte e cafés.

O que mais gosto de fazer por lá: passear pela feirinha aos domingo, descobrir lojas e restaurantes gostosos e andar de bicicleta pela orla (custa em média 10 dólares por hora se quiser alugar). É possível ir até Malibu pedalando – dá menos de duas horas!

Toda primeira sexta-feira do mês tem o evento First Friday, que acontece na Abbot Kinney – mas isso é outro post, assim como o de dicas de lugares imperdíveis pra visitar por lá.

O bairro já apareceu em vários filmes e séries e uma em particular me transporta pra lá a cada vez que assisto um capítulo: Flaked, da Netflix. A-d-o-r-o! A segunda temporada entrou no ar neste mês, mas tem apenas seis episódios. Recomendo muito pra quem conhece Venice Beach, quer relembrar ou mesmo tem curiosidade em conhecer.

Flaked é uma comédia cheia de sarcasmo e daquelas piadas que dá vergonha alheia. Gira em torno do big ego de Chip (Will Arnett), célebre morador de Venice Fala de amizade, amor, traição, meias-verdade, alcoolismo, a difícil tarefa de crescer que pra Chip nunca aconteceu, além de mostrar o dia a dia das tribos que se misturam por aí…. Eu amo séries que mostram cotidianos e essa é uma delas.

Você já assistiu à série ou já veio pra cá? Conte o que mais gostou 🙂

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Para refletir e evoluir

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A pilha de livros para ler só cresce aqui do meu lado, mas enfim consegui devorar o fininho e potente Para Educar Crianças Feministas, da nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie (aquela que já teve um trecho de um discurso musicado por Beyonce em Flawless). Uma vergonha que levei quase dois meses para conseguir pegá-lo pra ler, já que ele é pequeninho e tem menos de 100 páginas. Mas, quem tem uma vida dessas de filho + trabalho + maistrabalho + tudomais, me entende.

Acho que a introdução cheguei a ler umas 12 vezes, mas sempre acontecia algo antes de eu ir além e o livrinho ficava ai, de lado.

Eis que tive uma viagem de trabalho (que duraria 24 horas) e levei ele, com mais dois livros e duas revistas. Hahahahahahaha parecia que ficaria um mês viajando de férias, mas é a esperança de mãe que se vê no desespero de ter umas horinhas só pra ela.

Sentei no aeroporto, teria uma hora de espera, e já começava a pairar aquela culpa de mãe em cima de meus ombros, que sempre me questiona se realmente deveria me dedicar mais, passar mais tempo, fazer mais, e blábláblá…. Eis que enfim cheguei na página que realmente começa o livro. (Pra quem não sabe: Para Educar Crianças Feministas é uma adaptação de uma carta escrita pela autora – um ícone do movimento feminista no mundo  – a uma amiga que acaba de ter uma filha e quer conselhos para educar uma criança feminista). E a dica número ! não poderia calhar mais naquele momento:

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Sim, agora viajaria mais tranquila e não sosseguei antes de chegar ao final das 15 sugestões.

De uma forma geral, Chimamanda fala tudo que a gente já sabe mas talvez nunca parou para pensar na importância ou no teor de ‘regras’ repetidas por gerações. São dicas simples, como por exemplo, nos fazer refletir sobre quando a gente fala que o marido ‘ajuda’ na criação do filho, na troca de fralda, na alimentação. Como assim ele ajuda? O filho é dele também então ele não deve ajudar, mas sim fazer tudo junto e além dessa presença ser fundamental pra formação da criança, é essencial também para o casamento: “Quando há igualdade não existe ressentimento” – sugestão 2.

Ela fala da importância de ensinar as crianças:

  • A nunca deixar de fazer algo por serem meninas ou fazer porque são meninos;
  • Os perigos do feminismo leve;
  • O poder da leitura – os livros vão ajudá-las a questionar e conhecer o mundo;
  • A questionar a linguagem SEMPRE;
  • A nunca falar de casamento como uma realização;
  • A não se preocuparem em agradar os outros, mas sim serem autênticas;
  • A terem senso de identidade;
  • A cuidarem da aparência da forma que fizer bem;
  • A questionarem o uso da biologia como razão para as coisas;
  • A não converterem os oprimidos em santos.

O livro fala também sobre como os conceitos de igualdade e equidade de gênero são usados como sinônimos, no entanto eles não têm o mesmo significado e como o termo feminismo é colocado na maiorias das vezes como um movimento que prega a supremacia da mulher sobre o homem – O que está errado e sempre vale relembrar! O movimento feminista é nada mais que a busca por direitos iguais entre mulheres e homens e importância de vermos que somos diferentes sim, mas nunca inferiores. E aí vai a dica que diz para mostrar as diferenças, mas que o gênero nunca vai definir o que uma menina pode ou não fazer. E nada também coloca a mulher acima dos homens.

Gostei dessas frases:

“Nos discursos sobre gênero, às vezes, há o pressuposto de que as mulheres seriam moralmente “melhores” do que os homens. Não são. Mulheres são tão humanas quanto os homens. A bondade feminina é tão normal quanto a maldade feminina. E existem muitas mulheres no mundo que não gostam de outras mulheres. A misoginia feminina existe e esquivar-se a reconhecê-la é criar oportunidades desnecessárias para que as antifeministas tentem desacreditar o feminismo.”

“Nós ensinamos meninas a se encolher, a se diminuir. Nós dizemos a elas: você pode ter ambição, mas não demais. Você pode desejar ter sucesso, mas não em demasia, senão ameaçará o homem”

Adorei o livrinho, acho que é um bom começo pra quem quer pensar um pouco sobre feminismo, machismo, igualdade, equidade, vai criar um menino, uma menina, tem os filhos criados, não quer ter filho, mas simplesmente quer ver o mundo de uma maneira melhor.

E senti o primeiro reflexo quando fui comprar um presente para uma menina de um ano… Se você ler, vai me entender! Chega de spoilers 🙂 E o Arthur tem roupa rosa e até uma bonequinha que ele a-d-o-r-a!

*** Assista também os TED Talks da maravilhosa Chimamanda.

 

 

 

 

Um óasis zen no meio da selva de pedra

Nas minhas andanças pelas descobertas em Los Angeles fui conhecer o James Irvine Japanese Garden, que fica bem no meio do bafafá em downtown Los Angeles. Fazia um tempo que lia a respeito e estava muito curiosa pois amo a cultura japonesa e a paz que os jardins japoneses nos proporcionam.

e olha a luz desse lugar!!!!!!!!

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Impressões: Pelas fotos que via, achava que era um local beeeeem maior então quando cheguei a primeira coisa que falei foi: É aqui? Só isso?

Mas depois que entrei, mesmo sendo um quadradinho pequeno, me apaixonei. O lugar é super fofo, bem cuidado, tem libélulas laranjadas voado e traz uma paz incrível. Foi todo desenhado a partir dos jardins zen de Kyoto. Nem parece que estamos no meio do centrão nervoso da cidade. Dá uma super energizada no astral e é um bom lugar pra dar uma meditada e reconectar com a gente mesmo.

Junto com o jardim tem o Japanese American Community Center, onde sempre há cursos e exposições relacionados à cultura japonesa. No dia que fui tinha exposição de arranjo de flores – Ikebana – lindo, lindo e lindos!

O jardim está a cinco minutos dos restaurantes deliciosos de Little Tokyo (em breve vou escrever sobre dois que adoro), da Daiso (a melhor loja que vende tudo que a gente não precisa mas ama por 1,50) e de uma casa de chás que foi uma das grandes descobertas pra mim que amoooo matcha latte (pra quem não sabe, é um tipo de chá verde com leite) – merece também um post só dele. Estou fazendo pesquisas sobre o melhor da cidade. Esse aí é feito com leite de aveia. Divino!

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Endereços

James Irvine Japanese Center

244 S San Pedro St, Los Angeles, CA 90012

jacc.org

 

Tea Master Matcha Cafe and Green Tea Shop

450 E 2nd St, Los Angeles, CA 90012

Muita gente perguntou quando publiquei as fotos no Instagram:

A marca do vestido coloridérrimo e que amo é Lucky e a bolsa maravilhosa é http://azzulelifestyle.com/en/

Enjoy 🙂

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O cenário mais romântico para o “Sim”

  • Esse texto foi escrito em 2014, mas é sempre bom lembrar do Havaí como o paraíso também do amor

Fotos cortesia: Yes I do Hawaiian Weddings*

Um cenário paradisíaco para um cerimônia inesquecível. As areias havaianas – e também as águas – são disputadíssimas pelos apaixonados ao redor do mundo que querem trocar juras de amor em um lugar que parece a melhor das locações para um filme romântico.

Passear pelas praias mais badaladas, a qualquer hora do dia, nos dá aquela sensação que o amor continua na moda em todo planeta. Em meio à turistada na praia de Waikiki lá vem o casal japonês que parece surgir de um conto de fadas. Já o parque de Ala Moana – pelas minhas próprias estatísticas – é o local mais disputado para tirar ‘aquela’ foto que vai ficar na estante para o resto da vida, com o Diamond Head ao fundo completando o cenário (ele é o Pão de Açucar daqui).

Já contei nove casais ao mesmo tempo sendo clicados ali nesse parque, todos asiáticos. Eles são os fãs número um quando o assunto é trocar alianças no Havaí, principalmente os japoneses, que têm as ilhas como playground favorito. Escolhem hotel luxuosos – adoram ‘brincar’ de príncipe e princesa encantados em frente ao Hotel Moana Surfrider,

Apesar de a viagem ser bem mais curta para os orientais, cada vez mais apaixonados do mundo inteiro realizam suas cerimônias por aqui, seja do tamanho que forem. E aí também incluímos os brasileiros que estão descobrindo o Havaí como o paraíso do amor. Alguns até vêm para surfar e ‘aproveitam’ a viagem para unir o útil ao agradável, mas o público é bem eclético. Duas empresas de brasileiros, Yes, I do – Hawaiian Weddings  e Hawaii Eco Weddings  oferecem o serviço completo de organização, que é sempre ao gosto do cliente: em alguns casórios vêm só os noivos; outros trazem padrinhos, familiares ou amigos. Tudo é customizado dependendo do gosto e do bolso! Esta é inclusive uma boa opção para quem quer fugir daquela obrigação de convidar a família e a vizinhança inteira, mais os amigos de infância, do trabalho, do pai, a manicure, o veterinário…o primeiro resort de Waikiki e segundo o que contam era o preferido de Elvis Presley… E fazem festas gigantescas. Os indianos também têm invadido as ilhas para festas de arromba: há um tempo um casal veio e trouxe centenas de convidados e, de quebra, um helicóptero jogou pétalas de rosas durante a cerimônia. Ostentação para deixar qualquer rei do camarote de boca aberta.

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A cerimônia pode ser inclusive com pastor/padre brasileiro, ou com um havaiano, se quiser entrar mais ainda no clima.

Há várias tradições interessantes. Aqui vão algumas delas:

– Os colares havaianos, de flores e folhas, não podem faltar. Geralmente há uma troca desses colares entre os noivos, igual à da aliança.

– Nos casamentos mais tradicionais, o casal veste branco.

– A música mais tradicional é a Ke Kali Nei Au, escrita em 1926 por Charles King e cantada em inglês por Elvis Presley no filme Blue Hawaii.

– Trocam alianças de Koa, árvore símbolo do estado.

– Como muitos casamentos havaianos têm influência cristã, costuma-se assoprar uma concha na chegada dos noivos. Estes três sopros representam a presença da Santíssima Trindade.

E é sempre bom saber algumas palavrinhas no idioma havaiano:

  • Celebração: ho’olaule’a
  • Homem: kāne
  • Mulher: wahine
  • Beijo: honiIMG_6248

Foto arquivo pessoal

Tem também quem vem e aproveita para fazer uma cerimônia simbólica… Assim, sem cerimônia. Uns amigos meus vieram para cá – com outros dois casais, de férias – e simplesmente foram para a praia e produziram o próprio ritual. Foi lindo: teve olho no olho, juras de amor, tradições havaianas aprendidas na Internet, declarações e lágrimas, claro, como em todo bom casamento.

Porque o que importa não é o tamanho da festa mas sim, o tamanho do amor.

E o melhor é que já emenda a lua-de-mel….

Aqui tem uma matéria que fiz sobre o assunto para o SBT 🙂

 

O que tem na sopa do nenê?

Já ouvi MUITAS e MUITAS vezes:

  • “A comida dele não tem nem sal nem açúcar??????
  • E a resposta é NÃO!!!!! E NÃO!!!!!!!! O que mais espanta é o espanto das pessoas com a negativa. A criança tem um ano e meio e não precisa disso e ponto. Mas parece que o ET aqui sou eu.

Até a família – que sabe muito bem que desde que ele começou a comer papinha é assim – ainda pergunta isso inúmeras vezes, faz questão de tentar: Posso colocar um tiquinho? Tadinho dele né, comer esse negócio insosso”… E a resposta é não!

E brincam: Ahhh quando ele ficar comigo vou dar um bolo escondido…. E eu digo: Deem drogas ao filho de vocês, não para o meu. (silêncio…..). Ontem  o marido ainda soltou uma quando perguntei se a sopa do Arthur estava boa: ‘Tá meio sem gosto… não tem sal né”. Respiro, inspiro…. conto até 25.030.

E o espanto continua: O que, ele não comeu bolo no aniversário dele de um ano??? Oi???? Gente, quais são os benefícios do açúcar e do bolo?

Faço diariamente a comida do Arthur recheada de legumes multicoloridos, a maioria cozida em água ou no vapor e só. Carne, frango e peixe – assados ou cozidos – com temperinhos verdes e alho – e só. Come massa, quinoa, cuscuz, arroz integral… Tudo sem sal. E ele come muito, limpa o prato e todo santo dia pede MAIS!

Come muita fruta também e daí por si só já vem a frutose – o açúcar que ele precisa. No máximo uma vez por dia toma suco – pois a fruta tem mais fibra e o suco mais açúcar (natural). Jamais acrescentei e acrescentaria açúcar. Por morar nos Estados Unidos – em em Los Angeles onde o acesso a comida orgânica é incrível, acredito que uns 95% da alimentação dele seja orgânica.

Bolo, torta e afins? Salgadinhos, salgados e parentes desses negócios? Nada!

Mas, como sempre digo, também é filho de Deus, então come pão, massa (que tem açúcar e sal) e até pão de queijo vez ou outra. Diria que é a pior coisa que ele come, nutricionalmente falando. Tirando o vilão pão de queijo, o pão, a massa, yogurt, leite, frutas, verduras e qualquer papinha pronta que eu compro é tudo orgânico. 

No Brasil o consumo médio em geral de sal está bem acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde. Então só fará bem a saúde do bebê e a da família inteira se você se acostumar a comer tudo com menos ou zero sal. Eu confesso que sempre fui muito fã de sal, tascava sal antes da primeira garfada, mas agora como a mesma comida dele, geralmente 100% sonsa. Ou com uma pitada de sal do Himalaia.

MOMENTO FOFURA e comida sonsa:

 

A relação que a criança terá com a comida depende da educação nutricional que ela tem em casa. Por isso, devemos ser muito conscientes do que damos de comer ao nosso bebê. Quando ele crescer (bastante) pode escolher como prefere ter a alimentação, mas por enquanto que tenho controle desse prato, aqui querido, mando eu!

O excesso de sal e de açúcar é a origem de uma infinidade de doenças. A proposta é evitar estes alimentos para o bebê e moderar o seu consumo durante toda a infância. 

O bebê desenvolve suas papilas gustativas entre os 6 e os 24 meses. Então até os dois anos – pelo menos – vai ser assim…. E a chata vai continuar a deixar a comidinha do bebê sem gosto kkkkk  Me desculpe vocês, mas ela é deliciosa e se não quiserem sobra mais pra gente!

 

 

O oitentão Morgan Freeman

Nos últimos quatro anos entrevistei Morgan Freeman cinco vezes e sempre aquele sorrisão estampado no rosto. A última vez foi há dois meses para Despedida em Grande Estilo (Going in Style) . No dia 1.06 ele fez 80 anos. E aqui vai a nossa matéria/homenagem ao oitentão da voz inconfundível e do talento indiscutível.

 

Um pouco do registro em fotos ❤

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A última – e melhor – livraria de Los Angeles

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Quando fundaram a livraria – com cara de galpão cool – o tom do nome seria mais no sentido de ‘última livraria’- porque nada mais seria como antes…. E realmente era o início de novos tempos. Doze anos depois ela é quase – realmente – a última sobrevivente, já que as outras estão fechando com o advento do livro eletrônico e das lojas online.

Pelo menos o que resta é a melhor de todas, sem dúvida e a maior livraria independente da Cidade dos Anjos – sem falar que é um show para os olhos!

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Com um estilo que lembra um sebo, um museu ou um antiquário, esse lugar é mais do que mágico. Tem os últimos lançamentos, clássicos, raridades, discos novos e também usados. ADORO a sessão de livros sobre cinema. E o preço é ótimo!

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E as peculiaridades:

  • No prédio, antes funcionava um banco e o cofre ainda está lá, com livros de ficção científica.
  • No mezanino, há um labirinto com cerca de 10 mil livros – cada um custa US$ 1.IMG_2997
  • Há prateleiras organizadas por cores.IMG_3017
  • Sempre acontecem eventos na livraria, lançamento de livros, discussões sobre literatura e noite do microfone aberto – que você pode ir lá e declamar um poema, por exemplo, ou discutir suas ideias… Aqui está a agenda e mais informações: http://lastbookstorela.com/