Dando luz às superproduções

O gaúcho Wolmar Beck é um dos nomes por trás do novo filme “Vidro”, do diretor M. Night Shyamalan

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Por trás de um grande filme há sempre um grande diretor de fotografia, que escolhe os ângulos certos e o enquadramento perfeito para contar uma história. Mas você já parou para pensar quem é o braço direito, ou melhor, quem dá a luz a essa arte? O tom melancólico ou de romance para isso tudo? De nome importado dos bastidores das grandes produções, o gaffer, ou chefe de elétrica, é peça-chave nos sets dos audiovisuais e é nesse nicho seleto que o gaúcho Wolmar Beck tem se destacado entre os grandes nomes dos bastidores do cinema brasileiro e de produções internacionais.

Com o renomado diretor de filmes de suspense M. Night Shyamalan (O Sexto Sentido) fez as cenas rodadas no Brasil do ainda inédito Vidro, com previsão de lançamento no Brasil em 17 de janeiro de 2019. No elenco estão Bruce Willis, Samuel L. Jackson e James McAvoy.

Equipe filme Vidro - divulgação

Equipe que participou das filmagens no Brasil. Foto: Twitter M. Night Shyamalan

“Ficamos muito próximos, discuti com Night e com o diretor de fotografia Mike Gioulakis cada detalhe das cenas. Esse é um dos maiores segredos para se ter uma luz perfeita, para contar a história que o diretor quer. Foi uma experiência inesquecível”, diz Beck. Recentemente, ele trabalhou também nas filmagens da série da Netflix, Sense 8, que gravou em São Paulo um episódio sob a direção de Lana Wachowski.

filmagens Sense 8 - Divulgação

Foto: divulgação Netflix

Autodidata, Beck se formou nos sets de filmagens trabalhando com grandes nomes da publicidade e do cinema. Com Jorge Furtado fez produções como O Homem que Copiava, Meu Tio Matou Um Cara, Homens de Bem, Saneamento Básico – O Filme e a série Decamerão, a Comédia do Sexo; com Tabajara Ruas, assinou Netto Perde sua Alma e Os Senhores da Guerra, além de produções com cineastas como Carlos Gerbase, Ana Luiza Azevedo, Maurice Capovila, Paolo Sorrentino entre outros.

“Comecei há 20 anos. Estava desempregado, tinha acabado de sair de um emprego em uma campanha de cavalos crioulos no interior do Rio Grande do Sul e um amigo, que também é gaffer, me convidou para fazer assistência para ele. Não sabia muito bem do que se tratava, mas fui e no começo o trabalho era apenas de carregar e descarregar caminhão, levar os equipamentos para o set. E foi nesse dia que minha vida mudou”, conta Beck.

De um assistente – persistente e dedicado – se tornou um dos nomes mais concorridos das produções brasileiras e também das internacionais que filmam no nosso país, já que no Brasil apenas três profissionais da área dominam o inglês. No currículo traz mais de duas dezenas de longas, curtas e seriados, centenas de comerciais e diversos prêmios em festivais ao redor do mundo.

“O segredo de ser um bom gaffer é nunca parar de buscar conhecimento e aprendizado através do estudo e do aprimoramento de novas técnicas de iluminação que estão sempre em evolução. Na história do cinema podemos ter grandes referências também, mas é na conversa com o diretor, na leitura minuciosa do roteiro, no estudo dos detalhes das cenas a serem iluminados que podemos dar o tom certo para cada história”, finaliza Beck.

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