Hanauma Bay – uma reserva, um paraíso!

Tudo parece uma miragem, mas é de verdade! Aqui descobrimos que os tons de verde e azul são infinitos, se misturam e não poderiam ser mais intensos! Acho que esse post poderia ser apenas um álbum de fotos, já que falam mais do que mil palavras, mas vou adicionar um pouco de encantamento e adjetivos, que são fracos diante dessa miragem.

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Hanauma Bay é um dos lugares mais impressionantes de Oahu, pelo menos para mim. Acho que se eu tiver que indicar apenas um local para visitar, digo sem pensar que este é o pico! Ela foi a primeira reserva marinha a ser criada nas ilhas do Havaí, em 1967. É uma praia – ou um paraíso, no meu ponto de vista – dentro da cratera do que um dia foi um vulcão. Há alguns milhares de anos, o mar invadiu a cratera e formou o que é hoje uma baía cheia de vida, de águas transparentes, com corais fascinantes e um mundo submarino multicolorido e encantador.

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Na terra do surf, esse é um dos melhores lugares para o mergulho de snorkel para todas as idades, principalmente para aqueles que nunca se aventuraram a respirar pelo tubo. É só colocar a máscara, botar a cabeça dentro da água e pronto: você está em um aquário, com direito a peixes de todos os tamanhos, formatos, tonalidades além da visita constante de tartarugas gigantes. Numa das vezes ao olhar para as águas mais profundas, vi saltando (só poderia ser de alegria) uma baleia. (No inverno do Hemisfério Norte elas vêm para as águas do Havaí para amamentar seus filhotes.

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As águas paradinhas da baía ajudam a gente a ficar boiando e assim fica super fácil admirar esses bichinhos lindos.

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Quando a gente chega no parque, já de cima tem essa vista, que mais parece uma miragem.

Essa é a única praia paga de Oahu. Cobra-se uma taxa de 7,5 dólares e já na entrada, antes de colocar o pezinho na areia, é preciso assistir a um vídeo curto que ensina “as boas maneiras” do parque para que a vida marinha seja preservada.

  • Não pode pisar nos corais (se fizer, pode se cortar só de castigo!)
  • Tocar nos animais marinhos
  • Sujar a praia e o mar (óbvio)
  • Alimentar os peixes

E depois é só descer o morro e ir olhar de perto o que Hanauma tem de melhor.

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  • O estacionamento é super limitado – final de semana tem que chegar super cedo pra estacionar. Ou vá de carona, taxi, Uber, ônibus….
  • Fecha toda terça-feira

(Fotos Edu@havai.us)

 

 

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O cenário mais romântico para o “Sim”

  • Esse texto foi escrito em 2014, mas é sempre bom lembrar do Havaí como o paraíso também do amor

Fotos cortesia: Yes I do Hawaiian Weddings*

Um cenário paradisíaco para um cerimônia inesquecível. As areias havaianas – e também as águas – são disputadíssimas pelos apaixonados ao redor do mundo que querem trocar juras de amor em um lugar que parece a melhor das locações para um filme romântico.

Passear pelas praias mais badaladas, a qualquer hora do dia, nos dá aquela sensação que o amor continua na moda em todo planeta. Em meio à turistada na praia de Waikiki lá vem o casal japonês que parece surgir de um conto de fadas. Já o parque de Ala Moana – pelas minhas próprias estatísticas – é o local mais disputado para tirar ‘aquela’ foto que vai ficar na estante para o resto da vida, com o Diamond Head ao fundo completando o cenário (ele é o Pão de Açucar daqui).

Já contei nove casais ao mesmo tempo sendo clicados ali nesse parque, todos asiáticos. Eles são os fãs número um quando o assunto é trocar alianças no Havaí, principalmente os japoneses, que têm as ilhas como playground favorito. Escolhem hotel luxuosos – adoram ‘brincar’ de príncipe e princesa encantados em frente ao Hotel Moana Surfrider,

Apesar de a viagem ser bem mais curta para os orientais, cada vez mais apaixonados do mundo inteiro realizam suas cerimônias por aqui, seja do tamanho que forem. E aí também incluímos os brasileiros que estão descobrindo o Havaí como o paraíso do amor. Alguns até vêm para surfar e ‘aproveitam’ a viagem para unir o útil ao agradável, mas o público é bem eclético. Duas empresas de brasileiros, Yes, I do – Hawaiian Weddings  e Hawaii Eco Weddings  oferecem o serviço completo de organização, que é sempre ao gosto do cliente: em alguns casórios vêm só os noivos; outros trazem padrinhos, familiares ou amigos. Tudo é customizado dependendo do gosto e do bolso! Esta é inclusive uma boa opção para quem quer fugir daquela obrigação de convidar a família e a vizinhança inteira, mais os amigos de infância, do trabalho, do pai, a manicure, o veterinário…o primeiro resort de Waikiki e segundo o que contam era o preferido de Elvis Presley… E fazem festas gigantescas. Os indianos também têm invadido as ilhas para festas de arromba: há um tempo um casal veio e trouxe centenas de convidados e, de quebra, um helicóptero jogou pétalas de rosas durante a cerimônia. Ostentação para deixar qualquer rei do camarote de boca aberta.

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A cerimônia pode ser inclusive com pastor/padre brasileiro, ou com um havaiano, se quiser entrar mais ainda no clima.

Há várias tradições interessantes. Aqui vão algumas delas:

– Os colares havaianos, de flores e folhas, não podem faltar. Geralmente há uma troca desses colares entre os noivos, igual à da aliança.

– Nos casamentos mais tradicionais, o casal veste branco.

– A música mais tradicional é a Ke Kali Nei Au, escrita em 1926 por Charles King e cantada em inglês por Elvis Presley no filme Blue Hawaii.

– Trocam alianças de Koa, árvore símbolo do estado.

– Como muitos casamentos havaianos têm influência cristã, costuma-se assoprar uma concha na chegada dos noivos. Estes três sopros representam a presença da Santíssima Trindade.

E é sempre bom saber algumas palavrinhas no idioma havaiano:

  • Celebração: ho’olaule’a
  • Homem: kāne
  • Mulher: wahine
  • Beijo: honiIMG_6248

Foto arquivo pessoal

Tem também quem vem e aproveita para fazer uma cerimônia simbólica… Assim, sem cerimônia. Uns amigos meus vieram para cá – com outros dois casais, de férias – e simplesmente foram para a praia e produziram o próprio ritual. Foi lindo: teve olho no olho, juras de amor, tradições havaianas aprendidas na Internet, declarações e lágrimas, claro, como em todo bom casamento.

Porque o que importa não é o tamanho da festa mas sim, o tamanho do amor.

E o melhor é que já emenda a lua-de-mel….

Aqui tem uma matéria que fiz sobre o assunto para o SBT 🙂

 

Relembrar também é viver

Esse post eu escrevi há um tempo (novembro de 2014), quando ainda morava no Havaí, para o site das Brasileiras Pelo Mundo e é um texto que além de me trazer lindas lembranças, volta e meia é descoberto na internet e recebo mensagens 🙂

O original está aqui, mas colo ele abaixo pra gente começar esse novo site cheio de ALOHA!!

Todos sabemos que o amor tem razões que a própria razão desconhece… E que paixão não é baseada em nenhuma lógica. Mas, a minha pelo Havaí é bem racional e poderia citar 100 razões desse amor! Todo apaixonado fica assim meloso, né? Então vou me conter e lá vão ‘só’ 10 motivos que me fizeram morar no meio do nada (de 2011-15), ou como sempre digo, no meio de tudo (mais um motivo). E tudo começa com o jeito Aloha de ser: a palavra que significa paz, amor e tudo de bom é o maior dos segredos de viver bem. É uma saudação de chegada, saída e acima de tudo um estado de espírito.

1 – Um dos primeiros motivos dessa paixão foi conhecer de perto o espírito ‘Aloha’ do povo havaiano, que é contagiante! Sabe aquela impressão de que todo mundo está de bem com a vida? Leva um sorriso no rosto ou pelo menos não traz nas sobrancelhas o estresse do dia a dia? É o simples gesto de dar “bom-dia” (que ainda é frequente nas ilhas de cá) ou falar “aloha” na fila do supermercado (sem pressa) que faz a diferença e coloca a gente também nesse ritmo.

(Acho que eu senti ainda mais esse ‘choque’ pois vim direto de Nova York, onde ninguém tem tempo para dar ‘oi’. O que mais percebi foi a velocidade da escada rolante. Aqui ela sobe e desce devagarzinho….e todo mundo está parado esperando chegar ao destino. Em NY? Corra se não quiser ser atropelado)

2 – Temperaturas deliciosas o ano inteiro. Eu odeio frio e ficar embrulhada em várias camadas de roupa, aquecedor, meias de lã, neve (só bonita em filme). Então para mim, achei o paraíso. No verão, as temperaturas dificilmente ultrapassam os 30 graus, o que não deixa o lugar um microondas e no inverno (ai que delícia chamar isso de inverno) pode ter mínimas de 18 graus, mas durante o dia 26, 27…CELSIUS!!!!! De bônus, temos um show de pôr do sol o ano inteiro, o que seria o motivo ‘2.1’.

3 – Contato intenso com a natureza. Justamente por ter temperaturas agradáveis o ano inteiro e pouca chuva (tem mais nas montanhas, o que garante o bem-estar da natureza), não tem como não se entregar à natureza. Praias (para todos os gostos – cheias ou vazias), cachoeiras, vulcão em erupção, peixinhos coloridos logo aí na primeira onda, ondas gigantes, marolinhas, baleias dando show de novembro a fevereiro,  montanhas com trilhas para diferentes níveis de esforço. A natureza parece mais intensa por aqui e chega a ser um pecado não se entregar a ela. É impossível ficar em casa sabendo que tudo isso está aí fora ao teu alcance.

4 – E é essa natureza que vira o melhor dos playgrounds e isso faz com que sua saúde seja beneficiada. Cada um pode escolher o que mais lhe convém e cai bem: trilhas, mergulhos, canoagem, surfe, stand up paddle, natação, volei de areia, caminhadas ou corridas na praia. É a vida outdoor com céu azul. Está todo mundo se mexendo lá fora e isso também é contagiante. Aulas de yoga, pilates, crossfit, tudo você encontra à beira-mar, com a melhor das vistas de um paraíso.

5 – Como você se vê rodeada dessa ‘vibe’ cheia de energia saudável, se entrega também ao prazer de desfrutar das feiras orgânicas espalhadas pelas ilhas. São várias delas, com tudo fresquinho, é onde a gente encontra os produtores locais, com direito a achar carambola, goiaba, maracujá e todo tipo de frutas e legumes exóticos, trazidos pelos asiáticos que os cultivam no Havaí.

Esses itens citados aí em cima (natureza+aloha style+vida outdoor) deram a Honolulu o título de melhor cidade para se viver de forma saudável (Revista Time, julho 2014). De acordo com a revista: “O clima ‘divino’ ajuda, mas a chave para o bem-estar também inclui cuidados invejáveis com a saúde e uma rica tradição cultural de olhar um para o outro”. (O Estado tem também a melhor assistência pública à saúde, que serviu de modelo ao Obama Care).

6 –E como tudo é diretamente proporcional, a expectativa de vida aqui é a maior dos Estados Unidos: 81.48 (The Measure of America 2013–2014). Ou seja, estamos todos investindo em um futuro longo.

7 – Segurança, quase 100%. Se você assistir aos jornais, vai ver casos de roubos, pessoas desaparecidas, mortes (geralmente passionais ou por envolvimento de drogas), brigas … enfim, nada é perfeito. Mas quando você vê que entre as notícias está o roubo de uma carteira de um turista perto da praia, gente, isso é perfeito. Quando no Brasil isso seria notícia? Nunca tive medo algum em andar na rua, a qualquer hora, nunca fechei a janela do carro por medo de ser assaltada, deixo até bolsa dentro do carro no shopping ou na praia…precisa dizer mais?

8 – Clima de férias o ano inteiro. Como Oahu está sempre lotada de turistas, a gente se deixa contagiar e se sente um pouquinho de férias todos os dias.

9 – Aqui também é Estados Unidos e mais, completamente cosmopolita (a ilha que eu moro (morava), no caso, Oahu). Apesar de ser um arquipélago pequeno, com pouco mais de 1,4 milhão de pessoas, aqui em Honolulu tem tudo que você possa imaginar: outlets, todas as lojas que têm em mainland (ou quase, não tem Ikea), mas não dá para reclamar de ‘acesso’ não, e além de tudo o imposto é de 4%. Em NY e na Califórnia para ter uma ideia é quase 9%. Restaurantes para todos os gostos, de diferentes nacionalidades, também não faltam.

10O céu é colorido – O Havaí é conhecido como o Rainbow State pelo simples fato que o arco-íris aqui é tão frequente, mas tão frequente que a gente pode até se dar ao luxo de falar… “ah mais um arco-íris”…. Mas não deixo a vida cair na banalidade, assim ela não teria graça. Olho nesse momento pela janela e lá está ele, numa combinação perfeita entre os raios de sol – muito presentes – e as gotículas de chuva que reinam nas montanhas do meu horizonte. E penso, a cada dia (ou hora) quando o vejo: ‘Ah são tantos potes de ouro espalhados por aqui…”. Não mexo uma palha para tentar ir buscar um deles no fim do arco-íris, como diz a lenda. Quem precisa de fortunas vivendo uma paixão como essa?

** É claro que poderia citar as 10, 20 ou 30 coisas que não gosto daqui… Mas sou da turma que prefere ver o ‘lado bom da vida’ pois isso atrai energia positiva e de acordo com o Aloha Spirit isso sim traz qualidade de vida.

No pensamento havaiano, ficar/permanecer “pono” significa estar em perfeito alinhamento e equilíbrio com todas as coisas na vida. Isso significa que a pessoa tem a relação perfeita com a energia criativa do universo.

Para quem chegou até o final do texto, aqui vai um adendo: + 10 motivos de bônus : -)

1 – Podemos levar cachorro para a praia

2 – Não é permitido buzinar sem motivo, leva multa

3 – Não há outdoors de anúncio pelas ruas (uma lei proíbe)

4 – Toda sexta-feira há fogos de artifício, como se fosse Reveillon

5 – Há restaurantes japoneses em qualquer esquina

6 – A água do mar não é gelada

7 – Está a sete horas da Ásia e a cinco da Costa Oeste americana

8 – Levo a vida de chinelo de dedos

9 – Há ilhas para todos os gostos, de Kauai a mais verde à Oahu, lotada sempre e ficam a 40 minutos de distância, de avião, uma ilha da outra.

10 – Essa é para as amigas solteiras: os surfistas do mundo inteiro passam por aqui #Ficaadica

Para ler mais textos que escrevi sobre o Havaí para o Brasileiras pelo Mundo, clique aqui.

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por do sol waikiki