Segura a minha mão Julia Roberts?

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#tbt Do dia em que encontrei Julia Roberts e ela disse que seguraria minha mão se eu parisse na frente dela…  Estava beirando 40 semanas! Assista aí!

 

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Papo de papinha!

Já falei aqui antes que faço questão de preparar a comidinha do Arthur sempre… que dá! Sim, porque a vida é corrida, louca e atropela a gente. Então, por ser normal, às vezes, uso do artifício da comidinha pronta e pronto, sem culpa. Já que não estragam tão fácil como frutas e comidas que fizemos em casa.

Aqui nos Estados Unidos compro de várias marcas diferentes. Todas orgânicas e sem adição de sal ou açúcar e conservantes e produtos artificiais. As opções são muitas e variam de 50 centavos a US$ 1,80. Indico muito pra quem quer viajar por aqui com bebê e até pra gente é bem gostoso 🙂 Marido vive atacando o armário das papinhas.

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Mas, quando fui para o Brasil me chamou a atenção a dificuldade de encontrar papinhas orgânicas – ok, sei que os orgânicos são ainda caros e quase que inacessíveis no Brasil. Porém, achei que bem inflacionada, acharia algo. Procurei muito em Brusque e Floripa nos supermercados, não achei em NENHUM.

Além disso, as não orgânicas, achei caríssimas, mais de R$ 6. Como sou a louca do rótulo (e do orgânico) – sim, leio tudo que como – comecei a avaliar o que colocam nos potinhos das crianças. Todas que vi (industrializadas de marcas famosas) têm acréscimo de sal – que acho que como indicam pra bebês acima de oito meses realmente não é nem necessário nem aconselhável – e óleo de canola e óleo de milho (não sou nem um pouco fã de nenhum dos dois).

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Achei algumas opções online, que pareciam bacanas que até estavam disponíveis em “lojas especializadas de produtos naturais”, não experimentei pois não deu tempo e o preço realmente é bem salgado – preço gourmet assim como o adjetivo dado às papinhas. Tudo que é caro ou quer justificar o preço virou gourmet no Brasil, preguiça!

Mas voltando à papinha, essa praticidade de passar em qualquer mercado e pegar rapidinho algo bom – de qualidade – orgânico – e pagável, ainda não chegou ao Brasil ou eu não achei….  Claro e óbvio que aqui também tem muita porcaria, mas opções boas são incontáveis. Alguém teve alguma experiência melhor por ai? Quais as opções mamis?

 

 

 

 

 

 

Um carrossel de emoções

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Muita gente quando ouve falar do Griffith Park logo pensa no Observatório, que é o ‘astro’ de tantos filmes de Hollywood. Claro que você lembra dele pelo menos em La La Land, mas o local é um dos lugares mais usados pra filmagens, aqui na terra do cinema. Porém, o observatório, assim como as outras dezenas (sim, dezenas de atrações do Griffith, vão ser assunto de outros posts. Hoje eu quero falar do Carrossel – Merry-Go-Round!

Não sei porque mas sempre me emociono na frente de um! Acho tão simples e tão singelo que vai direto ao mais puro significado da infância: de simplesmente se encantar com o rodopiar e do vento batendo no rosto.

Eu já sabia há um bom tempo da existência desse carrossel por causa de toda a história que o ronda, com o perdão do trocadilho. Quando fiz matéria sobre a vida de Walt Disney soube que ele teve a grande ideia pra construir o império Disneylândia olhando para esses cavalinhos.

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Walt frequentava o parque com as filhas e aqui sonhou acordado em fazer um parque no qual os adultos também pudessem se divertir e aí nasceu a Disneyland. Bom, isso é a história, inclusive pregada pelos pilares desse carrossel (foro aí em cima). Na Disneylândia da Califórnia está inclusive o banco que ele costuma sentar (matéria no final do post*).

Mas, poucos ainda falam do encanto desse carrossel já que os parques tão radicais ganham as manchetes. Ele fica dentro do Griffith, que é enorme. É preciso colocar o GPS pra encontrá-lo e não se perder. Foi construído em 1926, em San Diego, sendo que alguns dos cavalos tinham sido esculpidos em 1887. Em 1937 foi transferido para Los Angeles.

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E o que acho mais incrível e me emociona é como a simplicidade de cavalinhos que giram em círculo há tanto tempo divertem gerações e as unem numa ciranda cheia de sonhos.

Sentada aqui, viajei no tempo, nas gerações que já passaram por esses cavalinhos e simplesmente sorriram com o vento batendo no rosto ou experimentaram o medo pela primeira vez – Arthur ficou agarrado no colo do pai, morrendo de medo foi de charrete.

Ah, as sensações, não precisamos de montanha-russa que nos vire do avesso, uma simples girada nos leva à pureza que nos deixa igualzinha a uma criança. E nos deixa sonhar….

E como dizia Walt Disney, “Se você pode sonhar, você pode fazer”

Ele gira super rápido e a música é no último volume!

O ingresso custa 2 dólares.

Griffith Park Merry-Go-Round
4730 Crystal Springs Drive, Los Angeles, CA 90027

* Aqui está a matéria que eu fiz na Disneylândia, mostrando o banco 🙂

 

 

 

 

 

 

Para refletir e evoluir

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A pilha de livros para ler só cresce aqui do meu lado, mas enfim consegui devorar o fininho e potente Para Educar Crianças Feministas, da nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie (aquela que já teve um trecho de um discurso musicado por Beyonce em Flawless). Uma vergonha que levei quase dois meses para conseguir pegá-lo pra ler, já que ele é pequeninho e tem menos de 100 páginas. Mas, quem tem uma vida dessas de filho + trabalho + maistrabalho + tudomais, me entende.

Acho que a introdução cheguei a ler umas 12 vezes, mas sempre acontecia algo antes de eu ir além e o livrinho ficava ai, de lado.

Eis que tive uma viagem de trabalho (que duraria 24 horas) e levei ele, com mais dois livros e duas revistas. Hahahahahahaha parecia que ficaria um mês viajando de férias, mas é a esperança de mãe que se vê no desespero de ter umas horinhas só pra ela.

Sentei no aeroporto, teria uma hora de espera, e já começava a pairar aquela culpa de mãe em cima de meus ombros, que sempre me questiona se realmente deveria me dedicar mais, passar mais tempo, fazer mais, e blábláblá…. Eis que enfim cheguei na página que realmente começa o livro. (Pra quem não sabe: Para Educar Crianças Feministas é uma adaptação de uma carta escrita pela autora – um ícone do movimento feminista no mundo  – a uma amiga que acaba de ter uma filha e quer conselhos para educar uma criança feminista). E a dica número ! não poderia calhar mais naquele momento:

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Sim, agora viajaria mais tranquila e não sosseguei antes de chegar ao final das 15 sugestões.

De uma forma geral, Chimamanda fala tudo que a gente já sabe mas talvez nunca parou para pensar na importância ou no teor de ‘regras’ repetidas por gerações. São dicas simples, como por exemplo, nos fazer refletir sobre quando a gente fala que o marido ‘ajuda’ na criação do filho, na troca de fralda, na alimentação. Como assim ele ajuda? O filho é dele também então ele não deve ajudar, mas sim fazer tudo junto e além dessa presença ser fundamental pra formação da criança, é essencial também para o casamento: “Quando há igualdade não existe ressentimento” – sugestão 2.

Ela fala da importância de ensinar as crianças:

  • A nunca deixar de fazer algo por serem meninas ou fazer porque são meninos;
  • Os perigos do feminismo leve;
  • O poder da leitura – os livros vão ajudá-las a questionar e conhecer o mundo;
  • A questionar a linguagem SEMPRE;
  • A nunca falar de casamento como uma realização;
  • A não se preocuparem em agradar os outros, mas sim serem autênticas;
  • A terem senso de identidade;
  • A cuidarem da aparência da forma que fizer bem;
  • A questionarem o uso da biologia como razão para as coisas;
  • A não converterem os oprimidos em santos.

O livro fala também sobre como os conceitos de igualdade e equidade de gênero são usados como sinônimos, no entanto eles não têm o mesmo significado e como o termo feminismo é colocado na maiorias das vezes como um movimento que prega a supremacia da mulher sobre o homem – O que está errado e sempre vale relembrar! O movimento feminista é nada mais que a busca por direitos iguais entre mulheres e homens e importância de vermos que somos diferentes sim, mas nunca inferiores. E aí vai a dica que diz para mostrar as diferenças, mas que o gênero nunca vai definir o que uma menina pode ou não fazer. E nada também coloca a mulher acima dos homens.

Gostei dessas frases:

“Nos discursos sobre gênero, às vezes, há o pressuposto de que as mulheres seriam moralmente “melhores” do que os homens. Não são. Mulheres são tão humanas quanto os homens. A bondade feminina é tão normal quanto a maldade feminina. E existem muitas mulheres no mundo que não gostam de outras mulheres. A misoginia feminina existe e esquivar-se a reconhecê-la é criar oportunidades desnecessárias para que as antifeministas tentem desacreditar o feminismo.”

“Nós ensinamos meninas a se encolher, a se diminuir. Nós dizemos a elas: você pode ter ambição, mas não demais. Você pode desejar ter sucesso, mas não em demasia, senão ameaçará o homem”

Adorei o livrinho, acho que é um bom começo pra quem quer pensar um pouco sobre feminismo, machismo, igualdade, equidade, vai criar um menino, uma menina, tem os filhos criados, não quer ter filho, mas simplesmente quer ver o mundo de uma maneira melhor.

E senti o primeiro reflexo quando fui comprar um presente para uma menina de um ano… Se você ler, vai me entender! Chega de spoilers 🙂 E o Arthur tem roupa rosa e até uma bonequinha que ele a-d-o-r-a!

*** Assista também os TED Talks da maravilhosa Chimamanda.

 

 

 

 

O que tem na sopa do nenê?

Já ouvi MUITAS e MUITAS vezes:

  • “A comida dele não tem nem sal nem açúcar??????
  • E a resposta é NÃO!!!!! E NÃO!!!!!!!! O que mais espanta é o espanto das pessoas com a negativa. A criança tem um ano e meio e não precisa disso e ponto. Mas parece que o ET aqui sou eu.

Até a família – que sabe muito bem que desde que ele começou a comer papinha é assim – ainda pergunta isso inúmeras vezes, faz questão de tentar: Posso colocar um tiquinho? Tadinho dele né, comer esse negócio insosso”… E a resposta é não!

E brincam: Ahhh quando ele ficar comigo vou dar um bolo escondido…. E eu digo: Deem drogas ao filho de vocês, não para o meu. (silêncio…..). Ontem  o marido ainda soltou uma quando perguntei se a sopa do Arthur estava boa: ‘Tá meio sem gosto… não tem sal né”. Respiro, inspiro…. conto até 25.030.

E o espanto continua: O que, ele não comeu bolo no aniversário dele de um ano??? Oi???? Gente, quais são os benefícios do açúcar e do bolo?

Faço diariamente a comida do Arthur recheada de legumes multicoloridos, a maioria cozida em água ou no vapor e só. Carne, frango e peixe – assados ou cozidos – com temperinhos verdes e alho – e só. Come massa, quinoa, cuscuz, arroz integral… Tudo sem sal. E ele come muito, limpa o prato e todo santo dia pede MAIS!

Come muita fruta também e daí por si só já vem a frutose – o açúcar que ele precisa. No máximo uma vez por dia toma suco – pois a fruta tem mais fibra e o suco mais açúcar (natural). Jamais acrescentei e acrescentaria açúcar. Por morar nos Estados Unidos – em em Los Angeles onde o acesso a comida orgânica é incrível, acredito que uns 95% da alimentação dele seja orgânica.

Bolo, torta e afins? Salgadinhos, salgados e parentes desses negócios? Nada!

Mas, como sempre digo, também é filho de Deus, então come pão, massa (que tem açúcar e sal) e até pão de queijo vez ou outra. Diria que é a pior coisa que ele come, nutricionalmente falando. Tirando o vilão pão de queijo, o pão, a massa, yogurt, leite, frutas, verduras e qualquer papinha pronta que eu compro é tudo orgânico. 

No Brasil o consumo médio em geral de sal está bem acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde. Então só fará bem a saúde do bebê e a da família inteira se você se acostumar a comer tudo com menos ou zero sal. Eu confesso que sempre fui muito fã de sal, tascava sal antes da primeira garfada, mas agora como a mesma comida dele, geralmente 100% sonsa. Ou com uma pitada de sal do Himalaia.

MOMENTO FOFURA e comida sonsa:

 

A relação que a criança terá com a comida depende da educação nutricional que ela tem em casa. Por isso, devemos ser muito conscientes do que damos de comer ao nosso bebê. Quando ele crescer (bastante) pode escolher como prefere ter a alimentação, mas por enquanto que tenho controle desse prato, aqui querido, mando eu!

O excesso de sal e de açúcar é a origem de uma infinidade de doenças. A proposta é evitar estes alimentos para o bebê e moderar o seu consumo durante toda a infância. 

O bebê desenvolve suas papilas gustativas entre os 6 e os 24 meses. Então até os dois anos – pelo menos – vai ser assim…. E a chata vai continuar a deixar a comidinha do bebê sem gosto kkkkk  Me desculpe vocês, mas ela é deliciosa e se não quiserem sobra mais pra gente!

 

 

Que música clássica, que nada..

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O som que mais toca aqui em casa: MÁQUINA DE SECAR ROUPA!

Nessa vida de mãe que me acompanha, uma das grandes descobertas para a qual eu dedico o Oscar de Efeitos Especiais é esse aplicativo aqui: Sleep Baby Sleep!

Descobri ele nas primeiras semanas de vida do bebê Arthur e ele nos acompanha em vários momentos ‘especiais’. Você pode escolher o som que mais o agrada: secador de cabelo, máquina de secar, ventilador, torneira, aspirador de pó, ou aquele sonzinho que a gente ouve na ultrassonografia, que é o som de dentro da nossa barriga.

Art ama o som da máquina de secar roupa, então no primeiro sinal de choro ou nervosismo, hora de dar play!

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Esses sons (white noises) os confortam e eles se sentem novamente dentro da gente.

O começo da jornada

Durante 40 anos da minha vida, isso mesmo que você leu, eu sempre repeti com certeza e entusiasmo que jamais teria filho. Não me sentia muito à vontade com a ideia, sei lá… Sempre achei que nasci pra ser filha e não pra ser chamada de mãe. Não sei ao certo explicar o que era. Talvez um medo. Insegurança. Falta de confiança em mim, será? Achei que iria pirar na primeira febre da criança… Egoísmo? Iria perder a minha liberdade de ir e vir, e eu sempre fui e voltei muito, teria que dividir o meu eu com mais alguém que dependeria de mim…

Tive conversas fervorosas com algumas amigas sobre o assunto. Sempre achei um saco aquele papo de que uma mulher só é completa se tiver um filho e continuo achando isso. Essa louca e intensa jornada não é pra todos, e sim, você pode se completar com outras milhões de coisas: profissão, amores, aventuras, animais de estimação, viagens…

Mas, um belo dia, não sei o que passou na minha cabeça, disse ao marido que pediu um filho, que toparia essa aventura. Se tivesse feito um intensivo de um dia com um recém-nascido, provavelmente teria desistido e colocado dois DIUs! Pois é uma loucura!!!!!! Desculpem, mas não posso dizer que a experiência de ser mãe, naquele início iníciozinho, é a melhor coisa do planeta. A gente não dorme, vira vaca leiteira zumbi, os hormônios resolvem fazer festa dentro da gente, tem que aprender a cada momento o que significa um choro, um coco mais duro, mais mole, uma cólica? Será? É dente, é dor de barriga? É o que? Cadê o manual? Pois é, talvez fosse possível descrevê-la como a pior e melhor coisa ao mesmo tempo, seria mais fiel….

Mas, ahhhhhh depois vem aquele sorrizinho na madrugada só pra você, você zera e esquece tudo.

Também sempre achei um saco aquelas mulheres, que depois de ter um filho, só falam nisso… A diferença é que agora eu as entendo :-)! Me tornei uma???? Será??? Hoje mandei videozinho do bebê para uma dezena de amigos 🙂 Nada como a gente se surpreender e contrariar a gente mesmo! Hoje me vejo como em outro estágio da vida, sinto falta daquela liberdade? Sim, muitas vezes. Mas aprendi a apreciar as mudanças que nos fazem crescer, desapegar e dar valor a outras coisas. Hoje quando dirijo sozinha para algum lugar, podendo ouvir rádio, parece que estou de férias!

São tantas coisinhas e ‘coisonas’ que merecem um livro, por isso um blog, uma aba… é aqui, no Vida de Mãe que vou falar dessa que sem dúvida alguma é a mais incrível experiência entre tantas outras. Um aprendizado diário que nos leva ao mais puro sentimento de nos sentir no colo da nossa própria mãe… ahhhh nessas noitadas viradas entre mamadas e mais mamadas, choros dele, choros meus, soluços nossos, o meu pensamento voa e muitas vezes queria ser aquele bebê, tomando o leite quentinho da minha mãe… Será que dei tanto trabalho assim? E olha que o Arthur sorri o tempo todo… 

Em breve, cenas dos próximos capítulos…se o Arthur dormir bastante!