Ser imigrante …

Semana de nostalgia! Uma revisada nas fotos e a gente revive momentos tão especiais. Há OITO ANOS, eu embarcava (junto com a Pink) para uma aventura que achava que iria durar 1, 2 ou talvez 3 anos.

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Da ilha de Santa Catarina para a ilha de Manhattan, o Eduardo já me esperava por lá para comemorarmos o Valentine’s Day. O coração estava tão apertado, a família ficava, os amigos também. Era o recomeço, teria que explorar um lugar desconhecido, uma língua que não era a minha e fazer amigos e fontes partindo do zero. Foram muitos dias solitários, repensando, chorando de saudades… Sempre digo que os primeiros seis meses fora são doloridos demais, a cada dia a saudade aperta mais, tudo é novo e complicado, a rotina faz muita falta, acreditem! Pois bem, em NY realmente foram quase três anos, e uma quantidade de amigos pra vida que não acabam mais. Depois veio o Havaí, mais quatro anos e uma paixão desenfreada por um pedacinho de terra tão distante e lindo, com amigos encantadores, que também deixamos por lá para viver o California Dreaming…. E assim se passaram oito anos!!! Cheguei com todo aquele “Obama Hope” feeling…. No primeiro dia em terras estrangeiras fizemos questão de ir para Ellis Island, local que foi porta de entrada para 12 milhões de imigrantes entre 1892 e 1954.

Queria ter a mesma sensação daquelas pessoas que cruzaram mares em busca de sonhos, oportunidades e sobrevivência, em uma época tão diferente. Nesses oito anos aprendi a ser imigrante e sentir cada história de quem deixa o seu país na própria pele. A gente aprende a viver com saudades, a sair da zona de conforto (diariamente), sobrevive com abraços e beijos virtuais, os valores mudam completamente, os amigos que estão perto viram família… A palavra imigrante também começa a ter um tanto de um sentimento heróico, porque se pra gente que muda com todo o conforto e condições já é assim dolorido, imagine para quem tem que deixar/fugir de seu país por N motivos e nunca mais voltar… E a gente aprende também que não importa quanto tempo mora em um lugar que não é originalmente seu, sempre será imigrante…. E cada vez que penso nisso me transporto para a realidade dos bisavós… e para o peso que a palavra imigrante tem ganhado nos últimos tempos…

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A vida aqui é assim…

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Minha história em terras da América do Norte começou no dia 14 de fevereiro de 2009. Era Valentine’s Day, um dia que é muito mais do que para namorados, é para celebrar o amor. É isso que hoje sinto por esse país que me acolheu, que me deu minha segunda cidadania e infinitas possibilidades de me recriar… E pensar que eu era daquelas que nem queria visitar os imperialistas, achava-os apenas donos dos enlatados, dos fritos, das junk foods que dominam o planeta e as guerras. Dei uma chance pra mim e … como não se apaixonar por Nova York? A primeira parada, a primeira paixão… Mas, depois viria ainda a benção de trocar a neve pelas praias de águas transparentes e peixinhos coloridos… Era hora de aportar no Havaí, em 2011, para colher histórias do paraíso… Quantas histórias! Quanta aloha trouxeram essas ilhas perdidas no meio do nada e que nos proporcionam tudo que a gente precisa … Quanta magia!

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Em 2015 foi a vez de dizer Mahalo (obrigada em havaiano) Hawaii, porque a música tocava mais alto: Garota eu vou pra Califórnia viver meu Califórnia Dreaming….

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Daí a Salada Americana, um pouco de tudo, da vida daqui, dessa mistureba de oito anos de experiência e caminhada, descobertas diárias de uma cultura, amigos, comidas, viagens, desapegos, mais desapegos, muitos desapegos….saudades apertadas, neve, calor, frio, vento, flores, longas conversas, solidão,mais solidão…. festas, interrogações, respostas….e sempre muitas perguntas, amém!

Acompanhe comigo um pouco dessa aventura ❤