Pequenas e valiosas descobertas – aqui compartilhadas, de graça de presente!

Tudo vai passando pela gente e a gente vai passando por tudo sem notar as boas coisas da vida. Então resolvi toda semana fazer um balanço das pequenas descobertas do dia a dia que vieram pra ficar e estão agregando valor à vida. E como o melhor da existência é compartilhar coisa boa e o objetivo dessa passagem por aqui é ser feliz e evoluir, acho legal dar ideias para todo mundo e resolvi dividir algumas coisinhas que fiz ou estou fazendo, lendo, vendo, acessando e que acho que você pode gostar também.

Claro que têm coisas que talvez só tenha aqui nos Estados Unidos. Como estou há tanto tempo longe do Brasil – 9 anos!!! – adoraria saber como são as experiências de vocês por aí! Também compartilharei lugares novos que descobri por aqui, aí quem sabe quando você vir pra cá, vai adorar conhecer, que tal?

Então aqui vão elas:

1 – Adoro comer comida diferente, experimentar sabores de qualquer lugar da galáxia. Mas confesso que isso aqui fiquei com receio (urgh!!!): adoro comer alga e amo avelã. Mas juntos? Pois o marido resolveu comprar e eu provar!!! Gente, é MARAVILHOSO!!!
O produto é coreano e o nome aqui é Seaweed Crunch with Almonds. Crocante, sem adição de nada, incrível! Já está na lista dos snacks preferidos dos quais não vivo mais sem!

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2 – Procurei vários aplicativos de ginástica de graça – aqui nas academias não tem ninguém te orientando sobre séries de exercícios! Então uma amiga indicou esse da Nike, que estou amando!!! Ele traz séries de yoga, pra braço, perna, bunda e tudo mais!!!

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3 – Estou acordando mais cedo pra incrementar o ritual matinal e acrescentando algumas das ideias do livro O Milagre da Manhã (livro que li nesta semana). É algo para começar o dia com o desenvolvimento pessoal garantido, acho isso genial porque tira as desculpas que fatalmente aparecem depois. Quem estiver se sentindo meio desmotivado, sem energia e quer dar aquele up na vida, recomendo! Porque, meus queridos, canja de galinha e autoajuda não faz mal a ninguém…

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4 – Tem dias que realmente nessa jornada de ser mãe me sinto a mais iniciante possível. Pareço uma criança descobrindo um novo mundo. Semana passada foi só de emoção nos primeiros dias do Art na escola – nunca imaginei que o coração disparasse tanto quando a porta da escola se fecha e a gente fica do lado de fora. Mas isso é assunto pra um gigante e dedicado post. O que eu queria falar aqui são das descobertas desse universo: e hoje foi a vez de descobrir toda uma indústria de etiquetas laváveis pra colar na roupa da criança com o nome completo e número do telefone. Algo tão simples, que sei que deve existir há muitos anos, mas que no meu mundo começou a existir agora. Fiquei tão encantada (porque tava pensando em escrever com caneta o nome da criança nas roupas) e comecei a pesquisar. Descobri que crianças que se perderam na rua, no supermercado, na praia …já foram encontradas porque na roupa tinha na etiqueta o nome dela com o telefone dos pais!!! Gente, a coisa mais simples do universo, como nunca pensei nisso antes? E eu que já tava pensando em colocar um chip, coleira ou tornozeleira eletrônica agora posso resolver isso com uma etiquetinha!!! Genial! Tem até carimbo com tinta lavável!

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5 – Mais flores, por favor!!! Que energia linda que ganhamos delas!!! Estava há muito tempo querendo ir nesse jardim aqui em Los Angeles (Exposition Park Rose Garden) que fica no complexo de museus. Sempre que ia, ou era época de poda ou passava todo o tempo no museu e as rosas ficavam de lado… A tão esperada visita foi uma das melhores coisa desses últimos dias. Em breve conto os detalhes completos desse jardim imperdível. O lugar tem 28.000m2 e mais de 200 tipos de rosas! Encantador!

Quer mais? Curtiu? O que gostaria de ler por aqui? Escreva aí ❤

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Ser imigrante …

Semana de nostalgia! Uma revisada nas fotos e a gente revive momentos tão especiais. Há OITO ANOS, eu embarcava (junto com a Pink) para uma aventura que achava que iria durar 1, 2 ou talvez 3 anos.

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Da ilha de Santa Catarina para a ilha de Manhattan, o Eduardo já me esperava por lá para comemorarmos o Valentine’s Day. O coração estava tão apertado, a família ficava, os amigos também. Era o recomeço, teria que explorar um lugar desconhecido, uma língua que não era a minha e fazer amigos e fontes partindo do zero. Foram muitos dias solitários, repensando, chorando de saudades… Sempre digo que os primeiros seis meses fora são doloridos demais, a cada dia a saudade aperta mais, tudo é novo e complicado, a rotina faz muita falta, acreditem! Pois bem, em NY realmente foram quase três anos, e uma quantidade de amigos pra vida que não acabam mais. Depois veio o Havaí, mais quatro anos e uma paixão desenfreada por um pedacinho de terra tão distante e lindo, com amigos encantadores, que também deixamos por lá para viver o California Dreaming…. E assim se passaram oito anos!!! Cheguei com todo aquele “Obama Hope” feeling…. No primeiro dia em terras estrangeiras fizemos questão de ir para Ellis Island, local que foi porta de entrada para 12 milhões de imigrantes entre 1892 e 1954.

Queria ter a mesma sensação daquelas pessoas que cruzaram mares em busca de sonhos, oportunidades e sobrevivência, em uma época tão diferente. Nesses oito anos aprendi a ser imigrante e sentir cada história de quem deixa o seu país na própria pele. A gente aprende a viver com saudades, a sair da zona de conforto (diariamente), sobrevive com abraços e beijos virtuais, os valores mudam completamente, os amigos que estão perto viram família… A palavra imigrante também começa a ter um tanto de um sentimento heróico, porque se pra gente que muda com todo o conforto e condições já é assim dolorido, imagine para quem tem que deixar/fugir de seu país por N motivos e nunca mais voltar… E a gente aprende também que não importa quanto tempo mora em um lugar que não é originalmente seu, sempre será imigrante…. E cada vez que penso nisso me transporto para a realidade dos bisavós… e para o peso que a palavra imigrante tem ganhado nos últimos tempos…

A vida aqui é assim…

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Minha história em terras da América do Norte começou no dia 14 de fevereiro de 2009. Era Valentine’s Day, um dia que é muito mais do que para namorados, é para celebrar o amor. É isso que hoje sinto por esse país que me acolheu, que me deu minha segunda cidadania e infinitas possibilidades de me recriar… E pensar que eu era daquelas que nem queria visitar os imperialistas, achava-os apenas donos dos enlatados, dos fritos, das junk foods que dominam o planeta e as guerras. Dei uma chance pra mim e … como não se apaixonar por Nova York? A primeira parada, a primeira paixão… Mas, depois viria ainda a benção de trocar a neve pelas praias de águas transparentes e peixinhos coloridos… Era hora de aportar no Havaí, em 2011, para colher histórias do paraíso… Quantas histórias! Quanta aloha trouxeram essas ilhas perdidas no meio do nada e que nos proporcionam tudo que a gente precisa … Quanta magia!

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Em 2015 foi a vez de dizer Mahalo (obrigada em havaiano) Hawaii, porque a música tocava mais alto: Garota eu vou pra Califórnia viver meu Califórnia Dreaming….

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Daí a Salada Americana, um pouco de tudo, da vida daqui, dessa mistureba de oito anos de experiência e caminhada, descobertas diárias de uma cultura, amigos, comidas, viagens, desapegos, mais desapegos, muitos desapegos….saudades apertadas, neve, calor, frio, vento, flores, longas conversas, solidão,mais solidão…. festas, interrogações, respostas….e sempre muitas perguntas, amém!

Acompanhe comigo um pouco dessa aventura ❤