Papo de papinha!

Já falei aqui antes que faço questão de preparar a comidinha do Arthur sempre… que dá! Sim, porque a vida é corrida, louca e atropela a gente. Então, por ser normal, às vezes, uso do artifício da comidinha pronta e pronto, sem culpa. Já que não estragam tão fácil como frutas e comidas que fizemos em casa.

Aqui nos Estados Unidos compro de várias marcas diferentes. Todas orgânicas e sem adição de sal ou açúcar e conservantes e produtos artificiais. As opções são muitas e variam de 50 centavos a US$ 1,80. Indico muito pra quem quer viajar por aqui com bebê e até pra gente é bem gostoso 🙂 Marido vive atacando o armário das papinhas.

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Mas, quando fui para o Brasil me chamou a atenção a dificuldade de encontrar papinhas orgânicas – ok, sei que os orgânicos são ainda caros e quase que inacessíveis no Brasil. Porém, achei que bem inflacionada, acharia algo. Procurei muito em Brusque e Floripa nos supermercados, não achei em NENHUM.

Além disso, as não orgânicas, achei caríssimas, mais de R$ 6. Como sou a louca do rótulo (e do orgânico) – sim, leio tudo que como – comecei a avaliar o que colocam nos potinhos das crianças. Todas que vi (industrializadas de marcas famosas) têm acréscimo de sal – que acho que como indicam pra bebês acima de oito meses realmente não é nem necessário nem aconselhável – e óleo de canola e óleo de milho (não sou nem um pouco fã de nenhum dos dois).

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Achei algumas opções online, que pareciam bacanas que até estavam disponíveis em “lojas especializadas de produtos naturais”, não experimentei pois não deu tempo e o preço realmente é bem salgado – preço gourmet assim como o adjetivo dado às papinhas. Tudo que é caro ou quer justificar o preço virou gourmet no Brasil, preguiça!

Mas voltando à papinha, essa praticidade de passar em qualquer mercado e pegar rapidinho algo bom – de qualidade – orgânico – e pagável, ainda não chegou ao Brasil ou eu não achei….  Claro e óbvio que aqui também tem muita porcaria, mas opções boas são incontáveis. Alguém teve alguma experiência melhor por ai? Quais as opções mamis?

 

 

 

 

 

 

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O que tem na sopa do nenê?

Já ouvi MUITAS e MUITAS vezes:

  • “A comida dele não tem nem sal nem açúcar??????
  • E a resposta é NÃO!!!!! E NÃO!!!!!!!! O que mais espanta é o espanto das pessoas com a negativa. A criança tem um ano e meio e não precisa disso e ponto. Mas parece que o ET aqui sou eu.

Até a família – que sabe muito bem que desde que ele começou a comer papinha é assim – ainda pergunta isso inúmeras vezes, faz questão de tentar: Posso colocar um tiquinho? Tadinho dele né, comer esse negócio insosso”… E a resposta é não!

E brincam: Ahhh quando ele ficar comigo vou dar um bolo escondido…. E eu digo: Deem drogas ao filho de vocês, não para o meu. (silêncio…..). Ontem  o marido ainda soltou uma quando perguntei se a sopa do Arthur estava boa: ‘Tá meio sem gosto… não tem sal né”. Respiro, inspiro…. conto até 25.030.

E o espanto continua: O que, ele não comeu bolo no aniversário dele de um ano??? Oi???? Gente, quais são os benefícios do açúcar e do bolo?

Faço diariamente a comida do Arthur recheada de legumes multicoloridos, a maioria cozida em água ou no vapor e só. Carne, frango e peixe – assados ou cozidos – com temperinhos verdes e alho – e só. Come massa, quinoa, cuscuz, arroz integral… Tudo sem sal. E ele come muito, limpa o prato e todo santo dia pede MAIS!

Come muita fruta também e daí por si só já vem a frutose – o açúcar que ele precisa. No máximo uma vez por dia toma suco – pois a fruta tem mais fibra e o suco mais açúcar (natural). Jamais acrescentei e acrescentaria açúcar. Por morar nos Estados Unidos – em em Los Angeles onde o acesso a comida orgânica é incrível, acredito que uns 95% da alimentação dele seja orgânica.

Bolo, torta e afins? Salgadinhos, salgados e parentes desses negócios? Nada!

Mas, como sempre digo, também é filho de Deus, então come pão, massa (que tem açúcar e sal) e até pão de queijo vez ou outra. Diria que é a pior coisa que ele come, nutricionalmente falando. Tirando o vilão pão de queijo, o pão, a massa, yogurt, leite, frutas, verduras e qualquer papinha pronta que eu compro é tudo orgânico. 

No Brasil o consumo médio em geral de sal está bem acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde. Então só fará bem a saúde do bebê e a da família inteira se você se acostumar a comer tudo com menos ou zero sal. Eu confesso que sempre fui muito fã de sal, tascava sal antes da primeira garfada, mas agora como a mesma comida dele, geralmente 100% sonsa. Ou com uma pitada de sal do Himalaia.

MOMENTO FOFURA e comida sonsa:

 

A relação que a criança terá com a comida depende da educação nutricional que ela tem em casa. Por isso, devemos ser muito conscientes do que damos de comer ao nosso bebê. Quando ele crescer (bastante) pode escolher como prefere ter a alimentação, mas por enquanto que tenho controle desse prato, aqui querido, mando eu!

O excesso de sal e de açúcar é a origem de uma infinidade de doenças. A proposta é evitar estes alimentos para o bebê e moderar o seu consumo durante toda a infância. 

O bebê desenvolve suas papilas gustativas entre os 6 e os 24 meses. Então até os dois anos – pelo menos – vai ser assim…. E a chata vai continuar a deixar a comidinha do bebê sem gosto kkkkk  Me desculpe vocês, mas ela é deliciosa e se não quiserem sobra mais pra gente!